sábado, 23 de abril de 2016
Fatos
Fatos
Fartos
criam fontes
números
fontes
dados exatos
a dúvida
não existe
quando é poder almejado
claro
clárido
criamos palavras
eles
conceitos!
tem mídia
contatos
perversidades
sádicos
a verdade é invertida
no que não se investiga
tato...
sexta-feira, 1 de abril de 2016
o limiar da poesia
O limiar da vida
é o limiar da poesia
de onde nasce a prosa
não nasce a fantasia
o que pode o real?
só heresia!
O conhecer verbal
alegria
Os seres cognitivos
mais perdidos
muito ofendidos
por linguagens
por sabedorias
não se faz nada com conceitos!
pura hipocrisia!
é o limiar da poesia
de onde nasce a prosa
não nasce a fantasia
o que pode o real?
só heresia!
O conhecer verbal
alegria
Os seres cognitivos
mais perdidos
muito ofendidos
por linguagens
por sabedorias
não se faz nada com conceitos!
pura hipocrisia!
quarta-feira, 16 de março de 2016
O drama das bananas
Na República das bananas
a canetada resolve os dramas
O açoite vai pra preto
a mistura
de política, jogo e fama
A Polícia não pergunta na favela
ali não tem choro
nem quem chama
Na República a coisa é diferente
pede um café
e esconde o que trama!
terça-feira, 8 de março de 2016
Descobre
ando descobrindo a madrugada
o escuro
as noites
a solidão e o silêncio
ando caminhando sozinha
e nessa nova cidade
eu encontro gente
um bom dia
um sorriso a cada passo
um "Oi"
e os lindos e gentis "obrigados"
as cidades reservam do caos
até a gentileza
na delicadeza de umas montanhas que nos cercam
também tem um certo trânsito
mas tem poder ir à pé
isso é um louco preço do ser/estar na cidade pequena
a cidade te surpreende
ela não se parece mais
com aquilo que esperavas
ela te mostra que é possível
na solidão da novidade
cabe descobertas
soluções que nem supunhas
a cidade é um mistério
descobre
o escuro
as noites
a solidão e o silêncio
ando caminhando sozinha
e nessa nova cidade
eu encontro gente
um bom dia
um sorriso a cada passo
um "Oi"
e os lindos e gentis "obrigados"
as cidades reservam do caos
até a gentileza
na delicadeza de umas montanhas que nos cercam
também tem um certo trânsito
mas tem poder ir à pé
isso é um louco preço do ser/estar na cidade pequena
a cidade te surpreende
ela não se parece mais
com aquilo que esperavas
ela te mostra que é possível
na solidão da novidade
cabe descobertas
soluções que nem supunhas
a cidade é um mistério
descobre
sexta-feira, 4 de março de 2016
Este homem
Porque o chamavam homem
e homem de ferro
um "homi" do sertão
pra quê um homem sem um mundo?
pra quem uma história sem chão?
Esse lance de trabalho
esse ranço de memória
um lançamento operário
uma luta na história
essa gente do metal
essa gente do ferro
essa garra de homens
mulheres e concreto
ABC trabalhador
sai de casa e escuta sinal
bate ponto
fabrica carro
mas na vida é labuta e tal
Quando não dá mais
sindicaliza
fala alto, se organiza
grita forte
o patrão só nos fadiga
é mortal!
mas faz como?
não paga conta se faz greve!
e pra quê isso pra nós serve?
pra onde vai nosso ideal?
corre, panfleta
megafone e sirene
foge da vida dura
e da PM
essa é a vida laboral
ganha fama
vira diretor sabido
mas vê que tem mais camarada oprimido
sabe do poder patronal
segura
coloca-se em perigo
não encontra em nada abrigo
sua mudança é total
a mais-valia rouba a vida
rouba ser
toma o tempo e o brilho
isso não tem nada de normal
mas é tanto o que entender
é tanto o que fazer
não tem tempo descomunal
camaradas em frente!
Bora ser mais gente
Bora derrubar o capital!
Não consegue isso portanto
não faz jus ao antigo encanto
mas quer do país ser mais igual
o olho do poder o cega
parece ter pra essa vida pública
uma pega
vira constitucional
no poder envolvido
e não mais saído
afastando do dia a dia sofrido
não tem perdão esse erro fatal
politicamente falando
midiaticamente culpando
vai entrando no penal
mas a pergunta que fica é a mesma
para quê tanta luta
pra quê tanta fala firmeza
se agora não tem como ser igual?
sábado, 20 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Amor não (des)cartável
eu cato os cacos
mas não os deposito simplesmente
das pessoas que por mim passam
eu nunca deixo que vão por completo
e eu, sempre incompleta, tento preencher alguns vazios dos dos outros
amo palavras quebradas
sonhos
e aquela lucidez que te esbugalha os olhos no sexo
ou naquilo novo que tu vês
e que ninguém viu!
como uma criança
eu acho tudo novo
não consigo terminar muita coisa
porque estamos sempre caminhando
estamos sempre em possíveis projetos
mas os humanos são seres sem possibilidades
essa racionalidade
esse pé na estrada
ou esse escritório oito horas por dia!
pra quê?
o amor não pede formulários
nem data marcada
não se(me) descarte
mas a vida capital
escolhe as baixas que vai dar em sua
ou na vida dos descartáveis...
mas não os deposito simplesmente
das pessoas que por mim passam
eu nunca deixo que vão por completo
e eu, sempre incompleta, tento preencher alguns vazios dos dos outros
amo palavras quebradas
sonhos
e aquela lucidez que te esbugalha os olhos no sexo
ou naquilo novo que tu vês
e que ninguém viu!
como uma criança
eu acho tudo novo
não consigo terminar muita coisa
porque estamos sempre caminhando
estamos sempre em possíveis projetos
mas os humanos são seres sem possibilidades
essa racionalidade
esse pé na estrada
ou esse escritório oito horas por dia!
pra quê?
o amor não pede formulários
nem data marcada
não se(me) descarte
mas a vida capital
escolhe as baixas que vai dar em sua
ou na vida dos descartáveis...
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